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 O Guia Prático de Transfiguração para Iniciantes - 1º Ano

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Rick Thompson
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Histórico Bruxo.
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MensagemAssunto: O Guia Prático de Transfiguração para Iniciantes - 1º Ano   Ter Abr 24, 2012 3:56 pm

Capítulo 1 – Conceito





Transfiguração está
essencialmente ligada, em latim, ao termo “através de uma forma”. Dentre as
inúmeras artes mágicas que existem hoje, a Transfiguração é uma das mais
antigas do mundo. Segundo o historiador mágico Theodore Sanclair, acredita-se
que os estudos transfiguratórios começaram por volta do século 1000 a.C, na Grécia Antiga, e tiveram
Circe, Diocenus e Aristótelius como os seus maiores estudiosos.


A arte transfiguratória consiste,
basicamente, na metamorfose da matéria, ou seja, na reorganização dos átomos
permitindo a alteração de objetos em seres e pessoas, e vice-versa. Hoje em
dia, praticamente, o seu uso está relacionado apenas à alteração de
determinados objetos, à animação de objetos inanimados e à transfiguração de
partes do corpo de uma pessoa em outra coisa. Também está dentro da
Transfiguração o poder da ilusão, da conjuração, do desaparecimento e do
duplicamento.


Esses ramos são divididos, a principio, em
dois grandes blocos de conhecimento. O primeiro bloco trata do campo das
transformações, que, como o próprio nome diz, versa sobre as mudanças que um
corpo (seja ele animado ou inanimado) pode sofrer; e o segundo trata do campo
da criação e do desaparecimento, que permite o bruxo iludir, conjurar, duplicar
e desaparecer objetos.






Capítulo
2 - A Lei de Gamp






É importante ressaltar que os
dois campos citados acima estão limitados e submissos a determinadas regras.
Existem, no tocante a arte transfiguratória, cinco principais exceções à Lei de
Gamp, legislação fundamental que versa sobre o que pode e o que não pode
conjurar e transfigurar no mundo mágico:





– 1ª exceção: "a Comida"; ela pode
ser convocada se a pessoa souber onde achá-la. Em meio a isso, a comida pode
ser transformada e ter aumentada a sua quantidade; porém, não pode ser produzida
comida "do nada".





– 2ª exceção: "o Ouro e os Elementos
Preciosos"; eles podem ser convocados se a pessoa souber onde achá-los.
Podem ser transformados, mas não podem ser duplicados, nem ter as suas
quantidades aumentadas ou produzidos magicamente. Inclui-se também nessa regra
o dinheiro de papel utilizado pelos trouxas.





– 3ª exceção: “os Animais Mágicos”; eles
podem ser convocados se a pessoa souber onde achá-los. Não podem ser criados,
duplicados ou transformados, embora haja a possibilidade de iludi-los ou
fazê-los desaparecer - num tempo bem menor se comparado a um objeto comum.





– 4ª exceção: "os Objetos
Animados"; eles podem ser convocados se a pessoa souber onde achá-los,
podem ser criados (embora não duradouramente) e transformados. Determinados
objetos animados não podem desaparecer (a menos que seu surgimento não seja
feita de forma natural).





– 5ª exceção: “os Seres Vivos”; não se pode
convocar um ser vivo, tão menos conjurar, duplicar ou desaparecer. Podem ser
transformados ou criados a partir de uma ilusão. Não se ressuscita de forma
plena um ser vivo, pois a mágica não pode levantar os vivos.






Capítulo
3 - Transformação pontual e transformação bruta






Dentro do bloco das
transformações, novamente o meio acadêmico divide este gênero em dois outros
grupos: transformação pontual, que é todo e qualquer ato de realizar
transformação em objetos, animais e seres humanos através de uma única
característica básica, seja ela física ou organoléptica - o efeito final não
altera todo o produto e sim apenas uma parte dele; e a transformação bruta, que
é todo e qualquer ato de realizar transfiguração em objetos, animais e seres
humanos, muda tudo. Em suma, são transformações que não se baseiam em apenas uma
característica, mas sim num conjunto delas, tornando-as ainda mais complexas.


A transformação pontual pode ser entendida e
praticada através do conhecimento que se tem da propriedade dos objetos. Pode
ser dividida em três substratos: propriedades físicas, propriedades químicas e
propriedades organolépticas.


A transformação bruta é aquela em que seus
conceitos estão diretamente ligados ao Quadro de Fases criados pelo bruxo
Marvin, o Tenebroso, na ocasião do Conselho de Magia Transfigurarória realizado
em 1215, em Viena. Marvin também foi o criador do Quadro de Classes, primordial
para o ato ou efeito de transfigurar. Ao unir os dois quadros, Marvin, o
Tenebroso, passou a ser conhecido como o pai da Teoria das Transfigurações.





– Classes: Dedicação (relacionado ao ato de
aplicar-se, entregar-se ao efeito que se deseja fazer); Concentração (fazer
condensar, convergir os pensamentos em função da tarefa que se deseja
manipular) ; Destreza (facilidade e habilidade de manobrar a varinha); e
Controle (ter sob o seu domínio o poder do feitiço transfiguratório)





– Fases: Transformação de Objeto Inanimado
para Objeto Inanimado (ou Transformação Objetiva); Transformação de Objeto
Inanimado para Seres Vivos (ou Transformação Complexa); Transformação de
Humanos ou Seres Vivos para Objetos Inanimados (ou Objetomorfomagia); e
Transformação de Humanos para Seres Vivos (ou Animagia).





Conforme descrito acima, no campo da
transformação existem quatro fases. Estas fases crescem de acordo com o nível
de dificuldade. As classes são os atos que antecedem qualquer transformação,
portanto, devem estar bastante fixadas na mente do bruxo. Se não houver
dedicação, concentração, destreza e controle não será necessário dar-se ao
trabalho de aprender o resto.






Capítulo
4 - Criação e desaparecimento






Dentro do bloco de criação e
desaparecimento, encontram-se as práticas comuns de conjuração,
desaparecimento, ilusionismo e duplicamento. Assim como no bloco anterior, este
também segue os preceitos criados por Marvin, o Tenebroso, ou seja, as quatro
classes devem estar devidamente apuradas.


A conjuração nada mais é do que o ato ou
efeito de fazer surgir objetos espontaneamente. É impossível “criar” um objeto
do nada, toda criação está atrelada a presença de átomos para se formar a
matéria do objeto desejado. Quanto maior a massa e a complexidade estrutural do
objeto, maior será a dificuldade de se conjurar um objeto, o que é explicado
pela Teoria de Vanderclaus.


Muitos estudiosos consideram o
desaparecimento o inverso da conjuração, ainda que outros conceituem o ramo
como apenas uma das etapas para se conjurar um objeto. O ilusionismo, ou
translucidação, consiste na criação de imagens, alteração de luz, profundidade,
atmosferas, e a ocultação de objetos ou seres vivos. Lana Hawnins, famosa
transfiguradora norte-americana, considera a animação de objetos inanimados “um
dos frutos do ilusionismo, visto o homem é incapaz de criar a vida, embora
possa imitá-la ou torná-la uma ilusão”.


Por fim, o duplicamento está ligado, como a
própria palavra denota, à ação de duplicar objetos, ou seja, tornar as
sucessivas partes de um todo como iguais à peça que originou a duplicação.






Capítulo
5 - Transformação pontual






Como visto anteriormente, a
transformação pontual se designa a transformar características únicas dos
objetos (entende-se por objeto tudo que pode ser modificado, independente de
sua essência). Para que o bruxo transforme esta característica - ou propriedade
-, é preciso que haja a sua correta identificação. As principais propriedades
que conferem ao bruxo este poder são as propriedades físicas, as químicas e as
organolépticas.





Os estudos nas escolas, por constarem no
currículo padrão desenvolvido pela União das Escolas Européias, apenas dizem
respeito as transformações que se utilizam do conhecimento das propriedades
organolépticas, pois estas propriedades podem ser percebidas pelos cinco
sentidos humanos. As principais propriedades deste conjunto são:





– Cor: a cor pode ser percebida pela visão.
Nem toda matéria pode possuir cor, um exemplo de matéria incolor é a água e um
exemplo de matéria colorida é um balão voando no céu. Para alterar a cor de um
objeto é necessário que o bruxo balança duas vezes a varinha para cima e uma
para baixo, e depois dizer o radical "Colore" mais a cor desejada.
Não se tem informações a respeito do inventor deste feitiço, mas a sua origem
se deu na Itália. Seu efeito é permanente, portanto a alteração se dá com um
contra-feitiço ou com a reutilização do mesmo.





– Sabor: é a propriedade percebida pelo
paladar; as substâncias podem apresentar ou não sabor como no caso da água
pura. Para alterar o sabor de um objeto é necessário que o bruxo balança duas
vezes a varinha cortando o ar em sentido diagonal, e depois pronunciar o
radical "Sapore" mais o sabor desejado. Este feitiço só funciona em
alimentos. Em caso de não acerto do feitiço, o sabor do alimento se altera para
algo próximo ao sabor de meleca. A estrutura física do objeto não se altera,
portanto, seria como chupar uma laranja, porém com gosto de bolinho de arroz,
por exemplo. Seu inventor foi o inglês Bonaverius Strange. O efeito do feitiço
é temporário, por isso, é considerado um feitiço mais doméstico do que
industrial.





– Odor: é a propriedade percebida pelo
olfato; uma substância pode ter cheiro (odorífera) ou não (inodora). Para
alterar o odor de um objeto é necessário que o bruxo balança duas vezes, no
sentido horizontal, e contrariamente, como um movimento de vai-e-vem, e depois
pronunciar o radical "Odoreum" mais o odor desejado. Este feitiço
funciona em tudo que exale odor, mas seu efeito é temporário. Seu inventor,
segundo os pesquisadores, foi a famosa bruxa Morgana.





– Brilho: brilho é a capacidade de um objeto
refletir a luz, que também é percebida pela visão. A madeira é um exemplo de
uma substância de baixo brilho enquanto que os metais possuem um alto brilho.
Para alterar o brilho de um objeto é necessário que o bruxo faça o desenho de
um triangulo no ar com a varinha, e depois pronunciar "Fulgeo
Maximus" para aumentar a radiação do brilho e "Fulgeo Minimus"
para diminuir a intensidade do brilho.


Em todos tipos de transformação é necessário
a assimilação das classes concentração, dedicação, destreza e controle para que
a ação se efetive.






Capítulo 6 - O apuro transfiguratório





Em qualquer uma das áreas da Transfiguração, o apuro
transfiguratório deve estar presente. O termo é empregado pelos estudiosos como
um tipo especial de habilidade que o bruxo precisa ter para dar qualidade ao
produto transfigurado. Muitos acidentes acontecem porque o bruxo não se prepara
para a realização do feitiço, pois não há a preocupação, por parte da maioria,
para o apuro de certos detalhes.


O apuro transfiguratório só se tornará efetivo com a
prática e a permanente atenção e concentração do executante no momento da
transfiguração. Além disso, deve-se mentalizar o maior número de detalhes do
objeto que deseja obter a partir da transfiguração, como o brilho, a forma, o
tamanho, o tipo de material e demais características relevantes.






Capítulo
7 - Transformação bruta






A transformação bruta é o segundo ramo do bloco que trata
das transformações. É considerada pelos pesquisadores como uma das mais
importantes da ciência mágica, pois trata-se de lições praticadas repetidamente
no dia a dia. São transformações que, ao contrário das vistas no capítulo
anterior, encerram um esforço maior do executante, uma vez que não se baseiam
em apenas uma característica, mas sim num conjunto delas.


O quadro de Fases de Marvin, o Tenebroso estabeleceu
grande parte das transformações brutas. A partir dele, surgiu vários outros
termos, que, na prática, possuem o mesmo significado de centenas de anos atrás,
quando o ilustre bruxo o criou.


O ato mais simples que envolve a alteração de um objeto
inanimado em outro é denominado Transfiguração Objetiva, tema do próximo
capítulo.
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